BEM-VINDO AO SÉCULO 21: Onde o sexo vale mais do que o amor.


Onde as garotas temem mais a gravidez do que o HIV.


Onde é normal trocar a Família por um amor passageiro.


Onde perder um celular é mais doloroso do que perder a virgindade.


Onde a prova de amor é mandar nudes.


Onde te juram amor eterno e ao mesmo tempo mentem.


Onde hoje em dia preferem cem mil vezes falhar com alguém que realmente te ama, para ir atrás de alguém que só gosta de brincar com seus sentimentos.


Um mundo cada vez mais materialista. ONDE NÃO EXISTEM MAIS VALORES.


Instagram: @gilsonpachecoarealva

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você é um amor que não aconteceu

refeita:

nosso amor é tipo o bar da esquina que eu nunca fui. ele tá lá com suas histórias e eu imagino várias outras na esperança de participar da boemia de outras pessoas, tudo isso por saber que não vou até lá. tudo isso porque não sou de sair.
assim veio você com os começos e os finais que me enchem de meios, me fazendo preencher nossos pedaços vazios com cenas e mais cenas que não vão acontecer aqui-agora, ou até mesmo amanhã.
não tem jeito para mim, pois se olho pelas janelas invento histórias sobre as falhas que o tempo causou. se me prendo, escrevo contos sobre grades. aí vem você, com tudo para não ser nada e te faço ser todas aquelas histórias que ouvi falar.
te fiz figurante, mocinho e vilão com aquelas meias frases e entonações confusas que captei numa tarde feia e cinza - mas não no meu mundo.
nosso amor virou repetição até que virasse conto que não canso de contar por meio de pouco mais que as mesmas palavras de sempre. talvez eu seja repetitiva também.
me perdoe por atribuir o charme da tua voz ao fato de ela não mais me chamar. sou viciada em preencher essas lacunas com histórias criadas com cuidado só para tornar a rua cinza mais bonita quando vem o sol.
você me disse “oi” e “tchau”, eu te fiz poema em mil camadas e diálogos porque, meu bem, não é nem mais sobre você a história, mas sobre a queda que tenho por olhar pro bar da esquina e me imaginar lá.
minha contação de histórias não te tira a essência de ser apenas uma pessoa que não demorou,
um amor que não aconteceu.

(via ceudejupiter)

orgulho:

“Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!”

Tati Bernardi.  

Coração cansado

florejus:

Doí o peito e cada pedacinho do corpo, doí a cabeça e cansa a mente, a gente acha que não vai conseguir seguir em frente, acredita que o corpo não vai aguentar e o coração vai parar, talvez isso aconteça o coração pare, de amar, de querer, de sentir, de desejar, mas ele não para de viver. A gente tenta  mesmo com a mente cansada, o corpo dolorido, o coração inativo, seguir em frente, os passos são pequenos no começo, lentos, porque temos que vencer a dor, a dor da perda, aquele machucado que sangra e arde, você tem que seguir, eu não sei como fazer isso novamente, ainda estou sentada aqui, pensando, deixando o coração doer até parar, estou aqui colocando mais um curativo, mais um remendo, mas eu sei que eu tenho que seguir, e essa dor, bem, essa dor eu vou levar comigo, ela é apenas mais uma lição que meu coração cansado, ainda tinha que aprender.

Marcia Cristina

(via florejus)


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